1.9.09

DEIXE HAVER AMOR


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O sol brilhou com tal e tamanha intensidade nesse domingo... que explodiu em milhões de pequenas partículas todos os sentimentos ruins que se arrastaram por todos esses 30 dias de agosto. Nem toda a chuva que abençoou a terra por algumas noites e dias conseguiu lavar a alma triste de tanta gente - incluindo a minha.

Amigos meus perderam entes queridos. Aborrecimentos, doenças, acidentes, desespero e dor pareceram mais insistentes nesse mês. Crendices à parte, pois não consigo aceitar que agosto seja o mês do desgosto como ouço por aí, foi um período complicado pra mim, e pra muita gente que conheço.

Minha mãe sempre disse: "não há mal que perdure, nem bem que dure para sempre." E é! Tudo tem 2 lados. E assim, temos a escolha de prestar atenção naquilo que mais desejarmos. Muita gente prefere sofrer, se lamentar e se culpar. Acham mais fácil. E muitos escolhem enfrentar e procurar uma forma de tornar positivo algo tão indesejável. Seja aprendendo a lidar com a situação ou experimentando uma nova forma de viver.

A música que escolhi pra esse post diz:

"Quem abriu um buraco no céu assim, o paraíso poderia chorar sobre mim?
Quem roubou a alma do sol em um mundo que vem se desfazendo nas emendas?
Deixe haver amor
Deixe haver amor"



Busquei no calor do amor das pessoas a força pra lidar com o meu dia a dia. Sei que este post tá parecendo aqueles .pps que a gente recebe com fotos e mensagens e musiquinha melódica no fundo, mas eu precisava escrever sobre isso.

Eu tenho que reafirmar milhões de vezes que o amor salva. É necessário, pois muitas vezes vejo as pessoas esquecendo de olhar pro lado positivo. Outro dia eu estava mal, muito mal... vendo o mundo desabar ao meu redor... amigos com problemas na família, outro que perdeu o irmão vítima da violência urbana, uma amiga que perdeu sua companheira de vida... E também muita gente que falou de saudade. Saudade de tempos que não voltam e de pessoas que não estão mais conosco. Saudade de familiares e amigos que moram longe... e saudade de amigos que estão partindo pra bem longe. Aí, o Rod só disse: "vem cá..." e me abraçou. Ali eu percebi que eu podia olhar pro lado e encontrar alguém. Sério... eu tinha esquecido. Como eu disse, ando muito descontrolada ultimamente. No silêncio daquele abraço eu entendi porque precisamos ter alguém que nos entenda, que nos coloque no eixo quando nos encontramos perdidas. E não precisa ser namorado. Só precisa ser amigo. E naquele momento o Rod foi mais amigo que namorado. Exatamente o que eu precisava.


Geralmente ponho um pouco de mim no que fotografo. Mas esse mês foi barra. Quando fui fotografar a Fê do Bruno (que achei mais pro Bruno da Fê...rs) conversei com ela que não estava bem. Então... em vez de colocar um pouco de mim nas fotos... coloquei 100% eles.

"Deixe haver amor, Deixe haver amor"



E foi assim o mês inteiro. Alimentei-me do amor que registrei. Colei meu coração com o carinho, os abraços, os olhares, os chamegos, as confidências. E coincidentemente, as histórias dos casais que registrei esse mês pontuam momentos difíceis que os dois juntos venceram. Apoio e cumplicidade incondicional.


Eles podem ter meses ou muitos anos de namoro... não importa o tempo. Importa que têm um ao outro. Que se conhecem o suficiente pra aceitar defeitos e respeitar direitos. E que mesmo num relacionamento amoroso sendo motivado pela atração e paixão, a amizade é primordial.


Deixo aqui um pouco das imagens que registrei nesse mês de agosto. Amor de todas as formas. E agradeço a companhia de todos. Agradeço o abraço no final de cada ensaio. As mensagens que me mandam dizendo que foi divertido e que deveríamos repetir e repetir... só pelo prazer de namorar, sorrir, fotografar... Passar um dia agradável esquecendo das dificuldades do dia a dia. Ou, lembrando delas... mas de uma forma positiva. Que haja o que houver, aconteça o que acontecer, teremos a certeza de sempre ter alguém que amamos por perto. É sempre bom poder olhar nos olhos e ver no outro a fortaleza, que no momento, falta em nós.

"Apenas lembre-se que eu vou estar sempre ao seu lado
E se você não deixa ir, isso vai passar por você"










































19.8.09

O SOM DO CORAÇÃO


Play:




Dói só de pensar...
... ter meu amado longe de mim.
E ter de respeitar dias certos pra poder vê-lo, porque a vida quis assim... ele longe de mim.


A Re e o GAb (sim, bem íntimo, porque desde então são meus amados amigos) têm uma história linda. E nessa história, literalmente, a música os uniu. Estudaram música juntos. E no compasso dela, os corações marcaram passo na mesma direção. Os mesmos sonhos, os mesmos gostos, as mesmas alegrias, e aquela vontade de ficar grudadinho até o dia amanhecer.




Mas aí, o Gab de Florianópolis. E a Re aqui no Rio. A saudade apertando a cada "até breve".




Quando foram no meu studio, estavam nervosos, ansiosos... como se o dia de se casarem fosse no dia seguinte. Mas faltava quase um ano. E como sempre observo os noivinhos, comentei com eles sobre o Gabriel-Coala. Esse menino-homem fofo só ficava coladinho da Re. E beijava, falava no ouvido. Ali, na minha frente namorando o tempo todo. Falavam baixinho entre sorrisos e olhares apaixonados. A máquina fotográfica em casa e perdendo aqueles momentos lindos. Tudo bem... guardei no coração. :) Porque eu sabia que ia vê-los mais vezes pra poder registrar esses momentos gostosos dos dois.






Acompanhei cada segundo de lá até o grande dia (e depois tb!). Quando a Re me mandou a foto da prova do vestido... chorei. E era assim... ora ela falava comigo e depois sumia. Sumia porque estava em Floripa cuidando do seu novo lar. Cuidando de quem amava, cuidando do seu futuro.


Quando ela me falou do seu recital, eu fui ver. Conheci seus amigos, escutei sua música e fiquei pensando em como o Gab gostaria de estar ali. Depois do recital, sempre que o Gab estava no Rio, arrumávamos um jeito de nos encontrar. E eles sempre ali agarradinhos, se olhando apaixonadamente e sussurrando palavras de amor. A primeira vez que comentei sobre o jeitinho coala dele ser, ele me respondeu que tinha de aproveitar cada segundo pra beijá-la, abraçá-la... porque eles ficavam longe um do outro mais do que queriam.


No hotel, onde a Re era produzida pela Morgana, chegaram rosas, chocolates, champagne e várias ligações. Ele parecia presente ali no quarto. A a noiva flutuava. Nada fazia desmanchar aquele sorriso radiante e doce de seu rosto.








E então, a hora chegou. A Igreja S. José estava lotada. A orquestra ensaiava. A Andréa tomava conta de tudo. Gabriel ensaiava não chorar. Não deu certo... porque quando a fanfarra anunciou a entrada da noiva... ele apenas abriu os lábios e... chorou. Com muita elegância, mas chorou... Eu e várias pessoas acompanharam sua emoção.





















Sorriam. Como se nada no mundo importasse mais. A Re suspirava longamente. O Gab se segurava pra não chorar.

"Porque foste na vida a última esperança. Encontrar-te me fez criança. Porque já eras meu sem eu saber sequer. Porque és o meu homem e eu tua mulher. Porque tu me chegaste sem me dizer que vinhas. E tuas mãos foram minhas com calma. Porque foste em minh'alma como um amanhecer. Porque foste o que tinha de ser" (Vínicius de Moraes)...

Dito pelo Frei que celebrou a cerimônia.



















Na festa, que foi animadíssima e cheia de energia, com o Ronald da União da Ilha botando pra quebrar com sua bateria.








Brinde e beijo. Dança e aconchego. Abraço e carinho. Abraço de novo. Foi assim a festa inteira. Coladinhos se olhavam, se tocavam, acarinhavam...










... tornando cada instante uma eternidade. Não queriam perder nada... atentos à tudo, à todos e juntinhos. Assim como diz a música que eles escolheram pra primeira dança de casados:

"Não quero perder um sorriso
Não quero perder um beijo
Eu só quero ficar com você Bem aqui com você, apenas assim
Eu só quero te abraçar forte

Sentir seu coração tão perto do meu

E só ficar aqui neste momento

Por todo o resto dos tempos
"
(Aerosmith -I Don't Wanna Miss A Thing)


Eterno.

Quantas vezes na nossa vida desacreditamos na felicidade. No verdadeiro amor. Mas aí, de algum modo, casais como a Re e o Gab me procuram e fico com a responsabilidade de tornar as imagens de seu casamento eternas. Em cada olhar, em cada gesto, em cada abraço e beijo trazem meses de saudade, de carinho, de paixão. E o amor que até então era só deles... contagia quem está por perto. E por várias horas temos a certeza que existe felicidade à dois.

Felicidade.

Felicidade pra Re e Gab é ter apenas uma música pra tocar embalando o sono deles: o som do coração. Tantos meses sem poder se ouvir. E agora tão perto.


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